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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Santo Antônio vai administrar Hospital durante transição para nova entidade

Grupo que administra hospital em Roque Gonzáles deve gerir instituição em Santo Antônio.
Foto: Lorenço Oliveira/Momento
Profissionais da Secretaria Municipal da Saúde irão trabalhar na instituição enquanto Estado não efetivar troca de administração, que deve levar alguns dias

Lorenço Oliveira

SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA – “O atendimento segue normalmente”, garantiu o prefeito Paulo Roberto Bier sobre a troca de gestão do Hospital Municipal. Devido o encerramento das atividades do Sistema de Saúde Mãe de Deus (SSMD) nesta quarta-feira (7), a instituição seguirá gerida pelo município temporariamente, que irá recontratar profissionais e deslocar outros do Posto de Saúde.

O executivo patrulhense já fechou parceria com uma nova entidade que irá gerenciar o Hospital. Segundo o prefeito, foram vários meses de negociação com diversos grupos hospitalares. “Por indicação, chegamos a um grupo de gerenciamento de empresas que atualmente comanda o Hospital de Caridade Santo Antônio, em Roque Gonzáles”, informou Bier.

No entanto, a nova entidade só poderá assumir a administração do hospital quando o contrato entre Estado e o Mãe de Deus for rompido. “Agora vai depender da burocracia. O Estado rescindirá amanhã [quinta-feira, 8] com o Mãe de Deus, mas o novo contrato deve levar alguns dias”, explicou o prefeito de Santo Antônio da Patrulha.

No fim de dezembro, o Ex-Coordenador da 18º Regional de Saúde, Luiz Genaro Fígoli, afirmou que a vigência do contrato entre o SSMD e o Estado era até dia 27 de fevereiro. Apesar disso, o grupo Mãe de Deus manifestou-se em comunicado a imprensa de que “no dia 7 de janeiro de 2015 encerrará a sua atuação na gestão e na operação do Hospital de Santo Antônio”.

Paulo Roberto Bier garante que não haverá perda de qualidade no atendimento médico em Santo Antônio da Patrulha. “Espero que essa transição seja o mais rápido possível, pois o município não poderá gerir por muito tempo”, alertou o prefeito.

*Matéria publicada originalmente na edição de 8 de janeiro de 2015 do jornal Momento.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Mãe de Deus comunica fim das atividades em Santo Antônio

Gestão do hospital municipal deve sair da alçada do grupo hospitalar em 7 de janeiro

Lorenço Oliveira

SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA – O Sistema Mãe de Deus emitiu um comunicado à imprensa nesta terça-feira (23) em que oficializa o encerramento das atividades no hospital municipal de Santo Antônio da Patrulha. O contrato de gestão termina no dia 7 de janeiro.

Em nota, a atual mantenedora afirma que o término da relação contratual “ocorre de forma tranqüila e alinhada, embasada principalmente no somatório de conquistas e melhorias asseguradas ao hospital, como a pintura de toda a área externa, aquisição de equipamentos, além de ampliação de seus serviços”.

Ainda de acordo com a manifestação, o Sistema Mãe de Deus salienta que está “trabalhando de forma alinhada com o Poder Público para que não ocorra qualquer prejuízo no atendimento aos pacientes durante este período de transição”.

O Coordenador da 18º Regional de Saúde Luis Genaro Fígoli diz que o Estado possui um contrato vigente com o Sistema Mãe de Deus que deve se extinguir apenas em 27 de fevereiro. Fígoli espera que a congregação cumpra o contrato plenamente.

O prefeito de Santo Antônio da Patrulha Paulo Roberto Bier se reuniu nesta terça-feira com a promotoria do Ministério Público e com a Procuradora-Geral do município para tratar do assunto. Até o momento do fechamento desta edição, não houve posicionamento oficial da prefeitura.

Na semana passada, o futuro Secretário Estadual da Saúde João Gabbardo dos Reis sinalizou uma possível prorrogação do convênio entre o grupo hospitalar e a prefeitura municipal. De acordo com o Deputado Estadual Gabriel Souza (PMDB), Gabbardo já teve duas reuniões com a congregação para tratar de uma renovação por mais 60 dias.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sistema Mãe de Deus pode renovar com Hospital de Santo Antônio por mais 60 dias

Segundo o deputado estadual eleito, Gabriel Souza, o futuro secretário estadual da saúde sinalizou que o grupo hospitalar deve permanecer na gestão do hospital durante o verão

Lorenço Oliveira

Gabriel Souza / João Gabbardo dos Reis

Fotos: Facebook de Gabriel Souza e Divulgação ICDF
SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA – O futuro Secretário Estadual da Saúde João Gabbardo dos Reis sinalizou uma possível prorrogação do convênio entre o Grupo Hospitalar Mãe de Deus e o município de Santo Antônio da Patrulha. A informação vem do deputado estadual eleito, Gabriel Souza (PMDB), que está representando o Governo do Estado na questão entre a mantenedora do hospital e o município.

Segundo o deputado, Gabbardo conversou com a diretoria do Mãe de Deus reiterando o interesse de que fosse renovado o contrato. O futuro secretário informou a Souza, na segunda-feira (15), que houve uma sinalização de que a congregação continue a operação do hospital da cidade por mais 60 dias, a partir de janeiro. A confirmação desse acréscimo contratual deve sair no início de 2015..

“Há um risco de que o hospital feche em Santo Antônio, pois todos os funcionários seriam demitidos e os equipamentos seriam retirados, já que pertencem ao Mãe de Deus”, esclareceu o deputado. Gabriel Souza ainda reforçou a importância de ter o hospital aberto durante o verão, em razão do fechamento do de Osório. Souza disse ainda que o grupo hospitalar vem informando o seu possível desligamento com Santo Antônio desde março, por questões financeiras, mas que o Estado só se interou do assunto há pouco tempo.

O Grupo Hospitalar Mãe de Deus ainda não se manifestou sobre o caso que envolve Santo Antônio da Patrulha. Nesta quarta-feira (17), haverá uma reunião da congregação, em que o assunto poderá ser abordado. Pelo contrato vigente, a gestão do hospital deve ser encerrada no dia 7 de janeiro.

Na segunda-feira (15), João Gabbardo dos Reis foi indicado pelo governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) para a pasta da saúde. Atualmente ele trabalha como superintendente do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Além de técnico ligado ao PMDB, Gabbardo já atuou na secretaria estadual como adjunto de Osmar Terra no governo de Germano Rigotto (2003-2006), tendo assumido a titularidade em março de 2006.

A Assessoria de Imprensa do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal confirmou que Gabbardo conversou com o deputado Gabriel Souza, mas não deu detalhes sobre o assunto. Na sexta-feira (19), o novo secretário deve estar no Estado para esclarecer a questão.

*Matéria publicada no jornal Momento em 17 de dezembro de 2014;



sábado, 13 de dezembro de 2014

Briga por esgoto

Foto: Gabriel Ferreira/PMO


Há cinco anos Osório e Santo Antônio da Patrulha discutem na justiça se o esgoto osoriense vai poluir ou não a lagoa dos Barros (foto). Patrulhenses querem um estudo ambiental, mas osorienses defendem que não é necessário

Lorenço Oliveira

OSÓRIO – Pelo menos 30 mil osorienses aguardam pelo início das operações do sistema de esgotamento sanitário da cidade. A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) ainda não começou os serviços, pois aguarda a finalização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) na lagoa dos Barros, exigido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), para garantir que as águas não serão poluídas. A Fepam, por sua vez, tenta atender a reivindicação do município de Santo Antônio da Patrulha, que exige judicialmente a realização do estudo. Osório não concorda e alega que a Fundação já tinha dado aval para a estação entrar em operação, e se ampara numa decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que garantia o início das atividades. Enquanto isso, 30 mil osorienses seguem sem esgoto.

Concluída há dois anos, a nova estação de tratamento de esgoto (ETE) de Osório, que deve beneficiar 80% da população, está paralisada por questões judiciais.
Foto: Juarez de Andrade Jr./Arquivo Corsan

O Ministério Público osoriense vem há anos pedindo para que uma nova estação de tratamento de efluentes (ETE) seja construída, ou que a antiga ETE seja reativada. Com a captação de recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), Osório reuniu verba suficiente para um novo investimento, no valor de R$ 27,5 milhões. Com isso, o MP arquivou o inquérito civil.

O projeto previa a construção de 34 quilômetros de tubulação, um emissário de 12 quilômetros, cinco estações de bombeamento (EBE) e uma estação de tratamento de efluentes (ETE), de acordo com a Corsan. A obra, iniciada em 2009 e concluída em 2012, proporcionará cobertura de esgoto para 80% da população, beneficiando os moradores dos bairros Parque da Lagoa, Porto Lacustre, Primavera, Albatroz e parte do Centro.

A população atual de Osório, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está em 43.586. A maioria das residências, comércios e instituições utilizam fossa asséptica e sumidouro como solução para o esgoto. Grande parte dos efluentes é canalizada para a lagoa do Marcelino. Em 700 metros da orla, há pelos menos 10 pontos de deságüe de esgoto (semi-tratado).
Apesar disso, o projeto do novo sistema prevê a lagoa dos Barros como destino final do esgoto. Para o MP de Osório, não havia porque realizar qualquer estudo ambiental, visto que a Fepam já tinha licenciado a obra. O problema é que um dos municípios vizinhos não gostou da idéia e iniciou uma briga judicial.

Atual corpo receptor do esgoto de Osório fica no bairro Caiu do Céu: a lagoa do Marcelino.Foto: Lorenço Oliveira/Momento
SAP X Osório: uma eterna rivalidade


Fundada em 1811, Santo Antônio da Patrulha é um dos quatro municípios fundadores do Estado, junto com Porto Alegre, Rio Pardo e Rio Grande. Por muitos anos, compreendeu uma grande área, tendo originado mais de 70 cidades a partir de seu território. Entre elas, está Osório, emancipado em 1857, que levou consigo uma boa faixa do Litoral Norte. Além dos limites terrestres, Santo Antônio da Patrulha e Osório são separados pela lagoa dos Barros, que pertence aos dois municípios.

Em 2009, o Ministério Público patrulhense entrou com uma ação judicial para impedir a construção do sistema de saneamento em Osório. O órgão alegava que o esgoto dos osorienses iria poluir a lagoa e que a população de Santo Antônio da Patrulha seria prejudicada. O MP exigiu, então, a realização de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um respectivo Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA). Por meio de uma liminar, expedida pelo juiz de primeiro grau de Santo Antônio da Patrulha, foi ordenado a interrupção total da obra.

Além do município de Osório, a Corsan e a Fepam também são réus da ação. As três partes decidiram pedir a suspensão da liminar no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que revogou-a parcialmente, limitando a construção da obras, porém sem o aval para operar o sistema. A decisão não era o suficiente para Osório, que entrou com outro recurso, dessa vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em outubro de 2009, o ministro do STJ César Asfor Rocha suspendeu integralmente a liminar. Santo Antônio da Patrulha reagiu com recursos, mas não conseguiu reverter a sentença.

No início deste ano, no entanto, o Ministério Público e o município de Santo Antônio da Patrulha, juntamente com a Fepam e a Corsan firmaram um acordo para executar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), antes de iniciar o lançamento dos efluentes na lagoa dos Barros. “Só que Osório nunca concordou com isso”, relata a Procuradora-Geral do município de Osório, Janine Santos Zart, que ingressou com um recurso no TJ-RS, que cassou a decisão que homologava o acordo entre as partes. “Por que no processo de licenciamento, a Fepam disse que não precisaria desse estudo, que o município poderia fazer o lançamento por questões técnicas”. Para Zart, a decisão do STJ dá suporte legal para que a Corsan inicie as operações do novo sistema.

Eis, então, que surge mais uma condicionante. “Esta obra de esgoto [em Osório] está concluída há dois anos. Nós não conseguimos a licença de operação, por causa dessas questões jurídicas, que é uma questão política entre os dois municípios. Então, a Fepam, que foi pressionada, pois ela já tinha dado a licença de instalação, o que fez? Voltou atrás e disse: ‘Não, agora vocês tem que fazer um emissário para lançar lá no meio da lagoa, a 700 metros’”, explica o Superintendente Regional da Corsan no Litoral Norte (Surlit), Osvaldo Paiva.

A companhia fez uma readequação no projeto, licitou e construiu o emissário, concluído há cerca de três meses. Aos cofres da Corsan, a nova tubulação custou R$ 3,3 milhões. Paiva não acredita na hipótese de que o esgoto dos osorienses irá poluir a lagoa. “Os efluentes tratados sairão com 98% [de pureza]. A água do DMAE [Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre], que se bebe, é 87% tratada”, compara. Mesmo assim, por exigência da Fepam, o Superintendente confirmou que o EIA/RIMA está sendo executado e deve ser concluído no fim de dezembro. “Só estamos aguardando a finalização do estudo para colocar o sistema em operação”, garantiu o gestor.

Contatada, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) não soube responder porque voltou atrás na questão referente a Osório e se manifestou com a seguinte nota no dia 3 de dezembro:
“Entre todas as ações de revisão e saneamento dos licenciamentos ambientais referentes ao Litoral Norte (referentes ao esgotamento sanitário) que a FEPAM está realizando há um ano e meio, existe especificamente uma Ação Judicial do Ministério Público em relação a Osório e Santo Antônio da Patrulha. Nesta semana [semana passada] a FEPAM foi intimada para conhecimento e posterior avaliação dos estudos técnicos apresentados no processo e agora vai conhecer as conclusões. Em paralelo, existe um projeto de regularização ambiental dos empreendimentos naquela região”.
  
Pressão política

A Procuradora-Geral de Osório, Janine Santos Zart, entende que a briga entre os dois municípios tem componentes políticos. “A comunidade [de Santo Antônio da Patrulha] não aceitava [os efluentes na lagoa] e exigiu que o executivo tomasse uma posição. Teve algumas audiências públicas. Na época, nosso prefeito foi junto com a Corsan e a Secretária do Meio Ambiente e não foram recebidos de uma forma muito amistosa”, expõe Zart.

Em Santo Antônio da Patrulha não há rede de coleta de esgoto. A maioria dos 41.784 patrulhenses (segundo o IBGE) utiliza o sistema de fossa e sumidouro. A Ecoplan Engenharia, empresa que presta serviços para a Corsan, estudou a topografia do município entre 2008 e 2009 para a elaboração de um projeto de esgotamento sanitário.

Na época, o município não conseguiu captar recursos para a obra. Os investimentos foram adquiridos somente em 2014, através do PAC, no total de R$ 36,3 milhões. O projeto compreende a construção de uma estação de tratamento de efluentes (ETE), uma estação elevatória, um emissário e 48,9 quilômetros de rede coletora.

A obra será executada em duas etapas, sendo que a primeira foi licitada em julho deste ano, por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), no valor de R$12,4 milhões. De acordo com a Corsan, a previsão de conclusão é de 720 dias corridos a partir da data de ordem de início dos trabalhos. A cobertura de esgoto deve aumentar de 0% para 12%. O futuro sistema de esgoto de Santo Antônio da Patrulha será através de bacias de infiltração, sem o lançamento de efluentes em lagoas.
Até o fechamento desta edição, a Procuradoria-Geral de Santo Antônio da Patrulha não respondeu aos questionamentos sobre o processo entre os dois municípios.


Na edição de terça, saiba o que outros municípios do Litoral Norte estão fazendo para se readequar a Lei de Saneamento Básico

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Santo Antônio tenta renovar convênio de hospital com Sistema Mãe de Deus

Segundo prefeito Paulo Bier, déficit financeiro do hospital chega a R$ 3 milhões
Foto:: Site da Câmara de Vereadores de Santo Antônio da Patrulha
De acordo com funcionários, o atual administrador da instituição pretende oficializar o aviso prévio de demissões na próxima quinta-feira (16)

Lorenço Oliveira

SANTO ANTÔNIO DA PATRULHAO poder executivo patrulhense segue em negociações para renovar o convênio com o Sistema Mãe de Deus, que pretende finalizar suas atividades no hospital municipal da cidade no fim do ano. O clima é de incerteza dentro da instituição e alguns funcionários já estão procurando alternativas em outros postos da região. Dentro do hospital corre a notícia de que o aviso prévio de demissão será dado no dia 16 deste mês. Pelo contrato, os profissionais deverão trabalhar até dia 7 de janeiro.

O Sistema Mãe de Deus administra o hospital municipal há mais de cinco anos. O contrato expirou no dia 7 de outubro, porém a prefeitura fez um aditivo por mais três meses. “O déficit financeiro atual do Mãe de Deus em Santo Antônio é de R$ 3 milhões”, informa o prefeito da cidade Paulo Roberto Bier. “Os contratos do município e do Estado não suportam mais os custos do hospital”, diz o prefeito.

O delegado regional da 18º Coordenadoria-Regional de Saúde Luis Genaro Fígoli garante que o Estado está monitorando a questão, pois há grande interesse no hospital, visto que ele é de abrangência regional. Ainda de acordo com o delegado, estão previstos novos recursos do Estado à instituição. “O contrato atual do Estado com o Hospital de Santo Antônio pode passar de R$ 8,8 milhões para R$ 9,5 milhões anuais. Mas isso só será oficializado após o [Sistema] Mãe de Deus resolver sua situação o município”, esclarece.

Para o chefe do executivo patrulhense, este valor informado pelo delegado seria suficiente para sanar a dívida do hospital, mas a troca do governo de Tarso para o de Sartori está afetando a renovação do convênio. “A transição do governo está trancando esse repasse de verbas”, declarou Paulo Bier. Em caso de não ocorrer uma renovação do convênio, a prefeitura irá administrar sozinho o hospital, recontratando os profissionais. No entanto, Bier não garante que o número de funcionários se mantenha. O Sistema Mãe de Deus ainda não se manifestou sobre o assunto.

O Hospital de Santo Antônio da Patrulha é o único pronto atendimento 24 horas da cidade. A instituição existe desde 10 de abril de 1951 e tornou-se municipal a partir de decreto em 1969. Em 2009, o Sistema Mãe de Deus passou a administrar a instituição, que possui 82 leitos, sendo 74 reservados ao pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de Santo Antônio da Patrulha, o hospital atende ainda o município de Caraá.

*Matéria publicada originalmente em jornal Momento, em 11 de dezembro de 2014.