Desci pela escada lateral e senti um desgosto da ausência e da repugnância que me surgia aos olhos, quando a avistei ao pé da porta da saída do bar com o outro indivíduo que a cercara a noite inteira, em meu ambiente, em minha condição inválida de passividade e respeito perante os seus olhares tão ocultos, que quando apareciam se metiam singelos por entre os meus já desgastados e cansados de cuidá-los de tão longe, em milhas e em centímetros de distância, um toque leve que aprendia com o tempo, me matava de vergonha a quebrar a monotonia da relação fictícia, que de tão fantasiosa, sonhava que um par de tangos se encontraria naqueles corpos sorridentes e frouxos do rock animado que se fazia em noite curtas e promíscuas, estornadas pelos desejos incalculáveis do sexo e da falta de companhia em quintas-feiras do recesso escolar, uma lástima dentro de semanas apalpadas de mornos panos embriagados de álcool e anfetaminas lícitas, laxantes cerebrais, incorporados de tal modo que não se sentia mais o peso da fadiga e do calor escaldante de dentro daquele meticuloso e nauseante bar.
Queria eu ser mais forte e interrogativo ao que diz respeito a minha própria conduta, aos meus próprios delitos de inexperiência com a liberdade, podendo assim sobreviver ao impasse da crueldade da noite que separa os seres eficazes dos não eficazes?
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