fazem dos meus verdes,
pobres.
Dilacerantes, castanhos
e amendoados me cortam
respiração a cada vez
que me fitam
corajosos.
Por um desejo,
que desconheço.
Não os vejo,
não há como.
São preenchidos de um culto secreto
e uma sonda escura que persegue
as minhas vistas cada vez
que chego mais perto.
Esses glóbulos negros atraem os ventos mais frios
e pedem os aconchegos mais quentes.
Uma aperto de peito, seguido de um riso
fraternal
que provoca um suspiro
de uma paixão
descomunal.
Torna-se sentinela do outro,
um guardião de abraços,
ou apenas um sentido bom
para a vida que escorre
desaproveitada pelos dedos
das mãos.
Uma situação
que deveria ser
desenbaraçosa,
um motivo de alinhar
os planetas novamente
e sorver tantos prazeres
que ao fim de um dia conseguir
caminhar tranquilo,
mesmo entorpecido de amor.
Condição
que a cada visão
registrada pela minha retina,
torna-se dose de coerção
e soterra a glória
de sua família,
causando a maior
estranh(a) ação.
Ainda que delicados,
e fortemente abertos,
esse olhos escuros me lembram
o mais reluzente dos dias.
Em que faces desenhadas
com raios eternos
atravessam as abadias,
se reviram entre várias
para explicar a brevidade
das vidas.
As complicações alheias
causam o riso
e os exaustivos sorrisos
compõem uma orquestrada
silhueta de areia.
e fortemente abertos,
esse olhos escuros me lembram
o mais reluzente dos dias.
Em que faces desenhadas
com raios eternos
atravessam as abadias,
se reviram entre várias
para explicar a brevidade
das vidas.
As complicações alheias
causam o riso
e os exaustivos sorrisos
compõem uma orquestrada
silhueta de areia.
(Baseado no texto "Os olhos de Carolina")
1 comentários:
sempre que eu vejo o titulo deste post linkado no meu blog, começo a cantar "silhueta de areia... virando sereiaaaa..."
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