terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Despertador Fisiológico

Hoje, quando acordei, eram sete e meia da manhã, saltou-me a sensação de que estava atrasado para o trabalho. O meu horário na Secretaria é a partir das oito e meia da manhã, e eu olhava o relógio e pensava que este estava atrasado em uma hora. Não conseguia confiar naquele ponteiro menor. Fiquei observando-o por algum tempo, com a forte crença de que ele não estava bem posicionado. Parecia um pouco mais para cima do normal. Causou-me uma aflição imaginando que aquele ponteiro poderia muito bem estar errado. Eu tinha toda a certeza de que havia acordado por causa da luz que entrava na janela entre-aberta bem acima de mim. Estava convicto de que tinha acordado com o relógio fisiológico. Eu estava atrasado. Continuei deitado, tentando me acalmar de que chegar atrasado era normal quando se trabalha, e que aquela não tinha sido a primeira vez.
Ao mesmo tempo em que essa sensação me tomou por todo o corpo, causando-me uma moleza e uma preguiça ainda maior, notei, de súbito, que não estava realmente atrasado. Tive uma rápido ataque de razão, em que analisava cada elementos daquela cena: o relógio que apontava 7 horas e 32 minutos estava emitindo um som ensurdecedor. Era o alarme de despertar. Em uma fração de segundos me convenci de que havia colocado o relógio para despertar por volta daquele horário e, então, não havia acordado realmente por causas naturais. Eu não estava atrasado. Cai no sono novamente.

Por ironia do destino, acordei logo depois, mais precisamente, às 8 horas e 27 minutos,  com meu irmão me chamando. Agora sim, eu estava atrasado. Justamente por não ter colocado novamente o relógio para despertar.

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